Resenha: Os indomáveis, 2007 (+ Download)

Os indomaveis 01

Título: Os indomáveis
Ano: 2007
Diretor: James Mangold
Estrelado por: Russel Crowe e Christian Bale

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Hoje estou pouquíssimo inspirada para escrever, o que significa que hoje vou me comunicar por meio de clichês e frases prontas.
Este é um remake desconhecidíssimo do clássico faroeste (ou western, para os íntimos) homônimo de 1957. E como é remake, as pessoas reagem a ele de três formas:
• O original é melhor! (sempre)
• Ah, a “versão velha” é muito chata!
• … E há os imparciais.

E como imparcial que tentei ser, aqui vão vantagens do filme:
• Os aspectos técnicos. Direção fantástica, fotografia fantástica, edição de som, cinematografia…
• Ele mistura um ar de thriller/suspense com cenas de ação… no duro ambiente do Velho Oeste;
• As atuações de Russell Crowe e Christian Bale são muito boas;
• O ritmo cresce de um jeito bem mais interessante.

Eu gostei mais do remake. As duas versões são boas à sua maneira.

Mas, no entanto, há quem diga que o filme não é um remake, mas sim uma outra versão de um conto homônimo publicado na revista Dime Western Magazine em 1953.

Conto 3:10 to Yuma, publicado na revista Western Dime

Conto 3:10 to Yuma, publicado na revista Dime Western

Logo, os dois filmes seriam versões diferentes desse mesmo conto.

O começo do filme é lento, porque a direção é muito calma, quase não há trilha sonora nos primeiros minutos.
Nele conhecemos Dan Evans (Christian Bale), um fazendeiro quebrado que perderá suas terras se não pagar uma dívida:

Christian Bale, o mocinho.

Christian Bale, o mocinho.

E Ben Wade (Russell Crowe) é um líder de uma trupe de bandidos, procurado vivo ou morto, assaltante de carroças que carregam os cofres de bancos (imagine como o transporte de valores era na época).

Ben Wade, o "bandido".

Ben Wade, o “bandido”.

Mas ele não é só um bandido simplório a la “matei dezessete, não custa nada matar mais um”. Wade foge da cadeia quando quer, é tão inteligente que sabe manipular os outros até quando sabem que estão sendo manipulados e se mete em confusão por pura diversão. Imagine o narrador da Sessão da Tarde falando desse moço.
Resumindo para não dar muito spoilers, o chefe dos bandidos é capturado. Mas não há homens armados suficientes para levá-lo preso. E aí quem se oferece para ajudar a levar o psicopata para o xilindró? Dan Evans, nosso mocinho Christian Bale, que mal tem uma vaquinha pra alimentar a família e vê uma oportunidade de ganhar dinheiro e zerar suas dívidas.

Mas a tarefa não será fácil, porque o Wade é macaco velho e sua gangue quer resgatá-lo, mesmo que a liderança e a fidelidade dele com seus homens tenha visto dias melhores, o que, aliás, é mostrado de um jeito bastante sutil no filme. (Aliás, eu adoro quando coisas assim são reveladas assim beeem sutilmente pela atuação. Acho muito novela mexicana deixar tudo a entender através de diálogos.)

Mas há algumas coisas que precisam ser perdoadas no filme. Por várias vezes, você se pergunta “Ué, mas porque eles não fizeram isso? Esse filme não é realista, ninguém faria isso na vida real!”, e é aí que temos que lembrar que os personagens estão em estresse. E gente estressada faz merda. Relevemos.
E estresse é o que não falta no filme. É suspense do começo ao fim (eu avisei que este post ia ficar uma merda). E o final é bastante original. Assista se você não viu a versão dos anos 50, ou viu mas sabe apreciar o filme pelo que é, porque se vê-lo com o original na cabeça, vai achar que este “remake” é esmagado pelo excesso de ambição.

lucy

The trouble with Lucy, um drama bem viciante do tipo “ladra-de-marido”

Título: The Trouble with Lucy

Autor: Carol Marinelli

Editora: Tule Publishing

Aonde comprar: Amazon

 

 

Rivalidade feminina é uma coisa besta na realidade, mas deliciosa na ficção.

Eu estava procurando uma leitura boba e superficial. Achei que o NetGalley era o lugar ideal, então fui lá e achei este pdf sobre duas mulheres, uma das quais roubou o marido da outra. Mas até que o livro me surpreendeu bastante. Ele traz reflexões bem honestas e não-moralistas sobre casamento, infidelidade e personagens mais desenvolvidos do que os de muitos best sellers que existem por aí.

Ele conta a história de Eleanor e Lucy. Eleanor é a ex-corna em questão e Lucy é a vagaba manipuladora que se orgulha de coisas muito importantes, como morar em uma mansão e ser naturalmente loira que, aliás, ela não é.

Ah, e Lucy, que a gente não odeia, também teve um passado difícil com uma mãe alcoólatra e negligente. Não havia comida em casa e ela aprendeu muito cedo a ir ao supermercado, lavar roupas e enxugar asi própria quando fazia xixi na cama (!). E como ela escapou de uma situação tão difícil?

(  ) Estudou e trabalhou

(  ) Fugiu de casa

(  ) Trabalhou

(X) Arranjou um emprego, até que casou com o chefe (que já era casado) e começou uma estelar carreira como ladra de maridos

E é por causa de seu status como destruidora de lares, Lucy é a ovelha negra da família, mesmo que alguns da família a criticam não tenham muito respaldo no quesito “fidelidade conjugal”. Ah, e o marido chifreiro, aquele que devia mais fidelidade à sua família, foi absolvido. Essas hipocrisias, o excesso de slut-shaming e as dificuldades que Lucy passa, nos faz gostar dela. Apesar de tudo.

Então, eu esperava que Lucy pagasse o karma dela, mas nem tanto.

 

E que Eleanor, a esposa traída, sambasse na cara da sociedade.

 

Ah, e briga de mulher.

 

Ou pelo menos um tapa na cara, né?

 

Mas não. Nada de briga, nem tapa na cara, nada que satisfizesse minha sede por algo… estúpido. Eleanor, a ex-corna, foi muito digna. E Lucy, a “vadia” oficial pagou sua dívida com a sociedade…

Mas não sem dar uns pegas em mais homens proibidos antes (e deixar todo mundo com raiva HAHAHAHAHAHA). Ela enfrenta também uma leve depressão, o que é retratado com muita acurácia no livro.

E no final, sempre há aqueles ensinamentos morais, as pessoas aprendem com seus erros e esse blablabla todo. Mas o que mais me surpreendeu foram as reflexões sobre fidelidade no casamento: a destrudora de lares é culpada mas não é a única, o marido era o que devia fidelidade a todos e é o que mais recebe perdões e a esposa não tem culpa por ter sido traída, mas sim por prolongar um casamento infeliz e indigno com uma pessoa que a deixava miserável.

E é bem viciante. Não é o que todo mundo quer?

TRIPAS

DOWNLOAD: Tripas (Guts), do Chuck Palahniuk revisado e ilustrado

É um dos meus contos preferidos. Mas atenção: ELE É MUITO CHOCANTE. HÁ LINGUAGEM EXPLÍCITA ENVOLVIDA.

Dizem as más línguas que muita gente desmaiou ao ouvir este conto numa biblioteca em Las Vegas. Eu não desmaiei, mas de fato me impressionei BASTANTE.

Palahniuk continua sendo meu muso.

TRIPAS

Esta “edição” improvisada pelo Mamãe, sou cult tem fan art e uma revisão em cima de uma tradução amadora na internet.

Para baixar os arquivos você precisa ter conta no Minhateca, mas você pode fazer o login rapidinho com o facebook. Vale a pena!

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Depois de ler o conto, veja esse post sobre o porquê a mensagem do conto não ser contra a masturbação.

TRIPAS

Porque Tripas, do Chuck Palahniuk não é contra a masturbação

Alguns atos são baixos demais para receberem um nome. Baixos demais para serem discutidos.

Tripas, Chuck Palahniuk

 

 

Algumas pessoas leem o conto Tripas (ou Guts, seu título original) do Chuck Palahniuk, onde um garoto de 13 anos sofre algo horrível ao se masturbar na piscina e pensam:

Ah, essa é um conto contra a masturbação, não é? Se ele não fosse inventar de se masturbar daquela forma, ele não teria passado por nada daquilo!

Essas pessoas deixam de perceber certas sutilezas do conto (o que é atípico, porque acho o Palahniuk não costuma ser sutil na obra dele). A mensagem não é condenar a masturbação, mas sim falar de tabus. Coisas dos quais temos vergonhas, mesmo que sejam relativamente naturais, como a masturbação. (Em alguns casos, bota relativamente nisso.)

 

Eis alguns trechos do conto que evidenciam isso:

Ele sai para comprar uma cenoura e lubrificante. Para conduzir uma pesquisa particular. Ele então imagina como seria a cena no caixa do supermercado, a solitária cenoura e o lubrificante percorrendo pela esteira o caminho até o atendente no caixa. Todos os clientes esperando na fila, observando. Todos vendo a grande noite que ele preparou.

 

Mesmo agora que ele cresceu, aquela cenoura invisível aparece em toda ceia de Natal, em toda festa de aniversário. Em toda caça de ovos de páscoa com seus filhos, os netos de seus pais, aquela cenoura fantasma paira por sobre todos eles. Isso é algo vergonhoso demais para dar um nome.

 

[...] dizem que a maioria dos casos de suicídio adolescente eram de garotos se estrangulando enquanto se masturbavam. Seus pais o encontravam, uma toalha enrolada em volta do pescoço, a toalha amarrada no suporte de cabides do armário, o garoto morto. Esperma por toda a parte. É claro que os pais limpavam tudo. Colocavam calças no garoto. Faziam parecer… melhor. Ao menos, intencional. Um caso comum de triste suicídio adolescente.

 

Agora eu pergunto. Se tivéssemos uma postura mais natural acerca de masturbação, será que o menino do conto passaria por tudo aquilo? Será que ele não disporia, então, de um jeito mais automatizado e seguro de se masturbar daquela forma sem ter que recorrer ao ralo da piscina?

Aliás, as mulheres já dispõem de vibradores porque muita gente esperta já decidiu ganhar dinheiro permitindo que as mulheres se masturbassem sem se arriscar enfiando legumes nas suas vaginas. Todo mundo ganha. Com o mesmo raciocínio, será que a “sucção de ânus” é um nicho do mercado erótico ainda não explorado?

Será que acabei de ter uma ideia que vale milhões de dólares? J

bonita

Momento inveja: Veronica Roth, autora da trilogia Divergente

Depois de ler Divergente na minha busca por Um YA Para Chamar de Meu, soube que a autora já tinha um best seller aos 23 anos de idade e resolvi pesquisar aspectos básicos da vida dela.

E o resultado é um horror para a autoestima de qualquer um que está com 20 e poucos anos e desorientado na vida.

A Veronica é…

Veronica RothJOVEM e BONITA.

 

PUBLICADAPUBLICADA e MILIONÁRIA.

 

Veroniac Roth, autora de Divergente
CASADA…

 

Veronica Roth
… NESSA IGREJA.

 

Veronica Roth, autora de Divergente
APAIXONADA.

 

vERONICA rOTH ESTILOSA
ESTILOSA.

 

Tira foto pra revista
TIRA FOTO PRA REVISTA.

 

SÁBIA
É SÁBIA.

 

TIRA FOTO OLHANDO PRO VAZIO COM CARA DE INTELIGENTE
TIRA FOTO OLHANDO PRO VAZIO COM CARA DE INTELIGENTE.

 

ABRAÇA O THEO JAMES;
ABRAÇA O THEO JAMES.

flowers

DOWNLOAD: Filmes e livros do Jardim dos Esquecidos (Flowers in the Attic)

Não existem e-books dos livros em português. Mas se você lê em inglês, baixe a saga completo dos livros da família Dollaganger aqui.

Os arquivos estão hospedados no site Minhateca, simplesmente o melhor do país para nós afeitos a pirataria. O site exige cadastro, mas você poderá logar com o facebook.

BAIXE A SAGA “JARDIM DOS ESQUECIDOS” EM INGLÊS NO FORMATO EPUB.

Mas se você quiser baixar TODOS os livros da autora da série Virgina C. Andrews, clique aqui. Novamente, os livros estão em inglês e no formato epub.

Agora vamos aos filmes. As legendas estão no mesmo diretório. É só salvar na mesma pasta que o seu player vai tocá-las.

Baixar remake de 2014 do filme “O Jardim dos Esquecidos”.

Baixar legenda.

Baixar a sequências “Pétalas ao vento”.

Baixar legenda.

Os 5 livros mais mal-interpretados da história

Este post foi adaptado livremente e na maior cara de pau deste site. Acrescentei alguns comentários e referências. Se você lê em inglês, leia o original. :)

 

5. Fahrenheit 451, de Ray Bradbury

Fahrenheit faz parte do panteão do gênero distopia, um classicaço do século XX. Ele conta a história de um bombeiro que, como todo bombeiro de seu universo, queima livros mas, como todo livro do gênero, começa a abrir os olhos para algumas coisas e por isso se mete em encrenca. Para mais detalhes sobre este livro, leia a resenha.

O que todo mundo acha: Que Bradbury critica a censura imposta pelo Estado. Afinal, eles estão queimando livros! Essa é fácil de entender! Até o título do livro é a temperatura em que os livros queimam!

Ray Bradbury - Fahrenheit 451

Só que não.

 

O que é na verdade: O autor estava mais preocupado com a TV roubando o espaço dos livros. Na visão do autor, a TV reduz o conhecimento humano em vários pequenos factoides, contribuindo para a diminuição do nível de atenção do cérebro humano. Junte em uma discussão um viciado em Discovery e History Channel com alguém que lê bastante sobre os assuntos retratados nestes canais. Viu a diferença, né?

Breaking Bad é mara, gente.

Não querendo ser tendenciosa, mas já sendo, até que não é tão ruim deixar de ler 50 tons de cinza para ver Breaking Bad, né?

 

A internet faz o mesmo. Em uma época de piadas de 140 caracteres e vídeos engraçadinhos de 10 segundos do Vine, não é difícil comprovar a hipótese dele. Desta vez, aproxime-se do viciado em smartphone/twitter/facebook mais próximo e dê-lhe algo que precisa de atenção prolongada, como um texto de 3 parágrafos ou mesmo um filme de 90 minutos. Observe os resultados.

Mas há gente que é teimosa. Quando o autor era um professor visitante na Universidade da Califórnia, vários alunos disseram NA CARA DELE que ele tinha uma visão errada sobre o próprio livro e que Fahrenheit era sim, sobre censura!

Toma

Bradbury saiu da sala.

 

 

4. O príncipe, de Maquiavel

Todo mundo sabe que Sarney se tornou o embaixador maranhense do capeta tendo livros “moralmente repreensíveis” como este na mesa de cabeceira.

SARNEY_E_O_DIABO

Para o nosso azar, o capeta ainda não quer tirar férias.

 

O que todo mundo acha que é: Um manual para ditatores, CEOs, escravagistas e líderes malvados em geral.

Foi o primeiro livro a ver a política como uma ciência, completamente despida de moral ou espiritualidade.

Alguns até o desculpam, dizendo que sua máxima “os fins justificam os meios” era aplicável somente ao contexto da época, não na nossa sociedade judaico-cristã-ocidental-republico-democrática-contratualista.

Supostamente, Maquiavel escreveu este “manual” como uma carta de amor aos Medici, uma família linda e maravilhosa que representava para a Florença o mesmo que os Sarneys representam ao Maranhão.

O que é de verdade: Maquiavel estava só trollando. Ele NÃO era guru político de tirano algum. Aliás, ele era republicano, como se pode notar em todos os outros textos que ele escreveu. O príncipe tem todas as características de um sarcasmo superior: tem “ironia fina” (que é só um jeito bonito de dizer que é nojentinho com inteligência), é bem escrito e necessita de um nível mínimo de neurônios para ser entendido.

Ah, e precisa de contexto. Principalmente de contexto. E é por falta dele que entendemos tão mal o rapaz.

E o contexto é:

Maquiavel  trabalhava na Florença enquanto a família Medici (a família que todos acham que ele amava) estava no exílio. Mas os Sarneys italianos Medici voltaram para Florença, destruíram a forma republicana que haviam ali e, como o Maquiavel era diplomata, foi tido como suspeito de traição, preso e torturado pelos mesmos Medici. Ele teve que fugir de Florença e foi neste exílio que ele escreveu O príncipe. enquanto os Medici ainda procuravam por ele, como descoberto por um pesquisador de Harvard.

 

3. On the Road, de Jack Kerouac

Antes dos hipsters, haviam os beatniks. Eles usavam drogas tão ou mais pesadas que os hippies e com exceção de Ginsberg, seus poemas cheiravam pretensiosismo de longe.

E Kerouac foi o culpado pela existência de cada um deles. Surgia a geração beat.

O que todo mundo acha que é: O livro conta a história de um poeta que se enche da vida comum e sai viajando numa epopéia hedonística, enquanto ele tem uma relação de amizade e admiração por Dean, um de seus companheiros de viagem. Juntos, os dois eram a epítome da porralouquice em nome do “encontrar a si mesmo” e resultaram num livro que “definiu uma era”.

Tudo é muito lindo, né? Um tapa na cara poético desta nossa sociedade capitalista, puritana, de mente estreita e que nos impõe obrigações que nada acrescentam na nossa vida a longo prazo. Um livro autobiográfico assim só poderia ser escrito por um liberal, né? Era o que eu pensaria.

O que é de verdade: Kerouac ODIAVA a geração beat. Ele achava-os todos pretensiosos. (Pode-se dizer o mesmo de muitos de seus descendentes modernos, os hipsters.) Aliás, foi exatamente a palavra hipsters que Kerouac usou para criticar a geração beat que tanto o idolatra. Ele explicou que ninguém é beat por que quer. A grosso modo, alguém se tornava beat porque levou uma surra da vida (bater = beat), não porque quer pagar de diferente ou ser um “deliquente juvenil”.

E ele também odiou o tempo que passou na estrada. Ele viajou por 7 anos procurando respostas e disse que não encontrou nenhuma, o que está bem claro no livro. Ele se divertiu bastante com sexo e drogas, mas com o tempo enjoou. Mas apesar disso, todos preferem celebrar o estágio primário e hedonista do personagem.

E mais:

  • Kerouac era católico conservador (Eu sei, eu também fiquei besta.) que se ressentiu de ter causado uma “revolução cultural”.
  • Os eventos do livro aconteceram 10 anos antes dele ser lançado, então Kerouac nem escreveu sobre a época que ele supostamente definiu.

 

2. Assim falou Zaratustra, de Nietzsche

Nietzsche, o ateu dos ateus, é um dos filósofos mais famosos de todos os tempos e foi acusado de “inspirar” muita gente fina, como o serial killer Ted Bunty, Hitler e Mussolini. Foi com Zaratustra que a frase “Deus está morto” se lançou na parada dos sucessos.

Mas o livro, de qualquer forma, é um ótimo tratado contra moralismos tradicionais.

 

O que todo mundo acha: Para resumir o livro do jeito mais idiota e grosseiro possível, digamos que Zaratustra trata de um “superhomem” que, por ser foda, tem o direito moral de conquistar o mundo.

fuhrer

Alguém já viu esse filme antes?

 

Hitler estava prestes a virar estatística como mais um fracassado que largou a faculdade quando leu Zaratrusta, interpretou do jeito que ele quis, distribuiu cópias para os amigos e foi produzir uma adaptação da obra na vida real chamada “holocausto”.

É aí que, para alguns, a tentação de taxar Nietzsche como antissemita fica grande.

O que é de verdade: Se Nietzsche não estivesse ocupado alimentando vermes no seu caixão, ele com certeza daria uma esculhambada básica na interpretação que o Führer deu a sua obra. E ele já teria a esculhambação na ponta da língua, porque já tinha experiência de lidar com antissemitas: a irmã e o cunhado eram “pré-nazistas”. E Nietzsche até faltou ao casamento dos dois para demonstrar que ele não apoiava a posição ideológica deles.

Após a morte dele, a irmã herdou os seus direitos autorais e começou a editar os trabalhos de Nietzsche, inserindo um subtexto do tipo “matem todos os judeus”. Aí o Heidegger, um filósofo que era registrado e militante do nazismo pegou essa versão editada e ajudou a difundir ainda mais visões equivocadas sobre Zaratustra.

Um exemplo da má interpretação: Na obra diz-se que de tempos em tempos é preciso haver “bestas loiras” que dominariam todos ao seu redor com sua força e inteligência. Na visão dos nazistas, essas bestas loiras eram os arianos. Mas na verdade era só uma metáfora com leões, os reis da selva. É uma fábula moral (ou antimoral), mas nunca militar.

 

1. Alice no país das maravilhas, de Lewis Carroll

Para mim, de todos os livros deste post, este foi o mais difícil de entender. Nele, Alice é uma menina curiosa e travessa que entra na toca do coelho e entra num mundo surreal.

O que todo mundo acha que é: O autor do livro era um famigerado viciado em ópio. Alice vive num mundo surreal, come cogumelos, fala com animais e objetos. Logo:

Autor drogado

+

mundo maluco

+

consumo de cogumelos pela protagonista

 

Drugs-Alice-in-Wonderland-06

=

 

ESSE LIVRO É SOBRE DROGAS!!!!1 ESSA MENINA FUMOU MACONHA COMO É QUE PODE MINHA GENTE E AINDA DÃO ISSO PRA CRIANÇA LER ESSE MUNDO TÁ PERDIDO!!!1*

 

*Vírgulas omitidas para efeitos realísticos.

 

O que é de verdade: Quando Orwell não estava usando drogas ou tirando fotos sensuais de meninas de 12 anos, ele era professor de matemática e decano da igreja anglicana. Ele escreveu Alice em 1860, época em que a matemática estava tomando novos rumos e Caroll não estava gostando deles. Então ele escreveu um livro que é uma sátira da matemática moderna e a algumas figuras políticas da era vitoriana.

Ainda quero fazer um post completo com dicas para entender Alice, mas por hora vai jogando no Google:

  • Quartênios
  • Sistemas de base
  • Proporção Euclidiana
  • Transformação de figuras geométricas
  • Sistema judicial corrupto da era Vitoriana
alice-no-pais-das-maravilhas-filme-cinema-SaladaCultural.com-tile

Dá mais medo que isso daí.

 

Você conhece algum desses conteúdos? EU NÃO.

Então, a equação de verdade é essa:

Alice = Sátira política + Sátira matemática

Ou seja, Alice tem fama de fazer apologia às drogas, mas na verdade é um dos livros mais nerds de todos os tempos.

 

GRÁFICO: Qual cantor tem a voz mais abrangente?

Um site resolveu comparar a nota mais baixa e a nota mais alta que vários cantores de hoje e antigamente e elaborou um gráfico revelando quais deles tem as vozes mais “abrangentes” ou “versáteis“. Os únicos cantores modernos que se saíram bem foram a Mariah Carey, a Christina Aguilera e o Thom Yorke. Outros, como Beyoncé e Justin Bieber apareceram lá embaixo.

E olha só: O Axl Rose apareceu EM PRIMEIRO LUGAR. Por essa eu não esperava!

Mas muitos cantores ficaram de fora. Eu estava curiosa para ver como Celine Dion, Barbra Streisand, Julie Andrews… Mas não forcemos a barra: ter uma voz “versátil” não é tudo, portanto vamos pegar leve com a lista e não pensar que Axl Rose é melhor cantor do que o Frank Sinatra…


The Vocal Ranges of the Greatest Singers. From Mariah Carey’s ear-piercing whistle to Barry White’s deep bassy growl, compare the vocal ranges of today’s top artists with the greatest of all time. (via ConcertHotels.com).