vale das bonecas

DOWNLOAD: Vale das bonecas, de Jacqueline Susann

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Créditos: LêLivros (eu apenas converti)

Lembra-se do machismo dos anos 50?

Imagine que você é um garota chata boazinha que acabou de se mudar para Nova York e tem tudo o que uma jovem que acabou de se mudar para NY quer: um emprego que paga pouco, mas é glamoroso, e um apartamento horroroso que você divide com sua BFF de veia artística. (Há toda uma beleza boêmia em ter apartamentos horrorosos em Manhattan.)

Você também sai com esse carinha chamado Allen, porque, no alto de sua chatice você também gosta de sair para jantar com as pessoas para poder dizer a elas o que elas deviam fazer da vida, e o vendedor de seguros pobrinho se encaixa no perfil “amigo da friendzone”.

Aí, Allen, o suposto “cara legal” joga a bomba, em uma série de diálogos que bem que poderia ser resumidos assim:

– Eu sou rico. Ah, e agora a gente é noivo!

– Mas Allen eu não quero casar com você!

– Bobagem, eu sou rico!

– Mas eu não te amo!

– Ah, mas você vai mudar de ideia! Eu não disse que eu sou rico?

– Mas eu nem tenho vontade de te beijar!

– Ah, deve ser porque você não gosta de sexo! Eu já te disse que eu sou rico?

Então você, como boazinha chata que você é, aceita esse noivado forçado até ter coragem de dizer para o babaca cara legal que ele é um babaca perdeu a cabeça. No dia seguinte, o seu noivado sai na primeira página do jornal e o teu chefe inventa essa história:

“Ei, você vai ter que continuar com esse noivado de mentirinha, senão você vai acabar se apaixonar pelo bonitão mulherengo aqui do escritório, e eu não quero que isso aconteça, porque eu sou um cara tão legal que adoro ficar me metendo na vida pessoal dos meus empregados.”

Sim, o enredo é ridículo assim mesmo.

E sim, ela acaba se apaixonando pelo bonitão mulherengo do escritório. SPOILER: Depois do primeiro beijo, ela chora dizendo: “Obrigada por me fazer acreditar no amor!”

GIF EYEROLL

Mas não é exatamento esse tipo de livro. Apesar de ser previsível às vezes, este nao é um típico chick lit. Não existe final feliz. A mensagem é mostrar o quão glamorosa e miserável é a vida dos ricos e famosos, focado nas mulheres… ou em como ser uma mulher era (ou ainda é?) é péssimo.

“Esse é um mundo de homens e as mulheres só reinam nele enquanto são jovens e bonitas.”

Por que uma mulher trabalharia duro na carreira que ama? Para poder acabar seca e sozinha? Para poderem comprar coisas que elas ter há dez anos atrás se tivessem se casado com um homem rico?

E olha que algumas mulheres ainda querem viver em uma sociedade machista, onde suas únicas qualidades relevantes são juventude beleza capacidade de agradar os outros e olhar para o outro lado quando o seu marido invariavelmente se cansar de você…

O fator humano, de Graham Greene.

NÃO É ESSA COCA-COLA TODA: O FATOR HUMANO, de Graham Greene

Leia esta resenha em inglês no meu Goodreads.

O fator humano, de Graham Greene.

O fator humano, de Graham Greene.

Eu sempre ouvi falar que Graham Greene era um romancista respeitado, do tipo que faz James Bond parecer historinha para crianças dormirem. Aí eu li um livro dele. E o resultado foi uma decepção enorme, porque…

ESTE ESCRITOR É BREGA. PRA CACETE.

O Graham Greene brasileiro.

Eu comecei a desconfiar quando li isso aqui: Uma esposa questiona a seu marido se ele não quer ter um filho, já que Sam, a criança que eles criam, é filho somente dela. E o que ele responde?

“Eu amo Sam porque ele não é meu. Porque eu não tenho que ver nada meu quando olho para ele. Eu só vejo alguma coisa de você. Eu não quero continuar para sempre. Pelo contrário, eu quero que tudo o que eu sou termine comigo.”

Como alguém que cumpriu sua carga horária de novela mexicana na SBT e Netflix (portanto, tenho um senso sobrenatural para identificar coisas bregas), eu desconfiei logo. Então, basicamente, aqui a gente sabe que o protagonista tem algum conflito existencial, o que faz parte do “fator humano” do setor de espionagem. [Nada que John le Carré faça melhor.] minhas desconfianças foram levantadas, e aí eu continuei lendo…

“… ele não queria viver na cidade de deus ou Marx, mas em uma cidade chamada Paz de Espírito.”

Bingo. Meu instinto de quem viu A Usurpadora no Netflix não me engana!

Paola Bracho aprovou este post.

Quase não há descrição física dos personagens. A não ser, é claro, que os personagens sejam negros.

Não que eu ache Greene racista, pelo contrário. Ele retrata muito bem o “racismo leve” nesta obra. Mas ele ainda é um produto de seu tempo. Ou seja, as descrições físicas dos personagens negros envolvem a cor negra… e não muito mais. A pele é negra, o cabelo é crespo… Só isso. É só isso que Greene usa para descrever fisicamente os personagens negros deles.

A coisa piora com os personagens brancos. A maioria dos outros personagens são um bando de velhos brancos, uns iguais aos outros. Desculpem-me, mas como alguém que nasceu em um país miscigenado, fica chato escolher aleatoriamente pessoas de filmes anglo-saxões para representar os personagens do livro na minha cabeça, simplesmente porque o autor não fez sua obrigação de descrever os personagens além do fato de dizer sua idade e cor.

A ambientação é genérica. Oh, o protagonista está numa livraria. Como é a livraria? Eu não sei.

Oh, eles estão numa capela vendo um casamento. Como é a capela? Quais são as cores das flores que decoram o casamento. Eu também não sei! O autor não nos conta.

Mas não se preocupe. Sabe aqueles filmes anglo-saxões que você usou para escolher os personagens porque o autor não se deu ao trabalho de descrevê-los? Você pode usá-los para escolher os detalhes da ambientação também!

E isso:

“No auge do amor, Sarah gritava o seu nome tribal secreto.”

Maaas… nem tudo é horrível. Algumas coisas são imprevisíveis.

A sabedoria política. Sabe quando você está tendo uma discussão qualquer e aí você faz um argumento todo regrado a Foucault, Chomsky, Bertrand Russell e o caralho a quatro; e aí alguém te responde de um jeito completamente simples, mas com uma sabedoria tamanha que dá um tiro na cabeça do seu argumento pretensiosudo? (Sim, eu inventei essa palavra.) Este livro tem vários momentos assim.

Ele mostra que nem todo racista se vê como racista. Pelo romance, vemos vários personagens que se dizem tolerantes fazerem vários comentários desastrados sobre racismo. Greene faz um ótimo trabalho em expor a “hipocrisia racial” deles. Hipocrisia esta aliás, que pode ser detectada em muitos comentários no seu feed do Facebook.

Este era para ser um dos livros menos sérios e mais “divertidos” deste autor. Eu não me diverti nem um pouco lendo este livro. Não creio que darei uma nova chance a este autor, mesmo com o Obama dizendo que “O Americano Quieto” é um dos seus livros favoritos. Eu nem sequer lerei um de seus romances mais “sérios”. Eu não duvido que ele consiga escrever livros inteligentes. Eu não tive nenhum problema com as ideias dele. Eu tive um problema mesmo foi com o estilo dele.

P.S.: Apesar deste autor não fazer o básico descrevendo os personagens ou ambientação e tem um estilo que deixaria Paulo Coelho roxo de vergonha, ele é MUITO louvado. Vejam o que dizem sobre ele:

“Nenhum outro escritor do século XX penetrou de forma mais profunda e moldou o imaginário coletivo como Graham Greene.” – Time

Hum. E Kundera, Hemingway, Fitzgerald, Nabokov… ele sequer é o melhor do nicho de espionagem. John le Carré sabe escrever livros de espionagem “maduros” muito mais convincentes.

“Um soberbo contador de histórias.” – New York Times

Um soberbo contador de histórias que sequer faz o dever de casa ao descrever ambientes e personagens e que usa alegorias de doer no coração até de quem vê novela mexicana no Netflix.

Moral da história: Não acredite em toda babação de ovo que lê por aí.

Quer dormir comigo hoje?

Filme de terror: Annabelle (2014): Download

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Lembre que, no aterrorizador filme “A Entidade”, aparecia um casal que era famoso por expulsar demônios e outras entidades sobrenaturais?

Mais especificamente, esse aqui?

Este casal (que existiu na vida real) eram demonologistas (especializados em demônios) e tinha um mostruário de coisas assombradas em casa…

Museu do “oculto” na casa dos Warren.

…e o seu artigo mais famoso é uma boneca amaldiçoada. Eu não vou dizer o que acontece com a boneca porque é spoiler…

O casal Warren com a famosa boneca. No filme deram-na uma cara mais tipicamente assustadora.

O filme não é bom como “A Entidade”, mas pode satisfazer a vontade de quem quer ver um filme de assombrações. Às vezes a trilha é bem clichê e o final, um tanto previsível, mas dá alguns sustos.

Quer dormir comigo hoje?

Quer dormir comigo hoje?

E às vezes, vocẽ vê alguma coisa assustadora acontecendo no cantinho da tela, sem trilha nenhuma, a la Atividade Paranormal…. Quem gosta de ouvir sobre cultos também pode curtir.

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Dicas de como escrever personagens interessantes

Estas dicas foram tiradas do ebook grátis oferecido pela escritora K. M. Weiland. Se você lê em inglês, vá lá e registre-se para ler o livro inteiro.

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Escreva um prompt: uma linha resumindo o personagem, descrevendo o enredo. Quem é o personagem? Por que ele é interessante aos leitores?

Fazer uma entrevista padrão com os personagens.

Eneagrama: teste de personalidade que alinha personagem em 9 categorias. Identifique sua “falha fatal”.

OS ANTAGONISTAS MAIS INTERESSANTES TÊM UMA BOA MOTIVAÇÃO. Exemplo: Comodus, do filme Gladiador, só queria ser amado e aprovado pelo pai.

Sugestões de perguntas a fazer sobre os personagens:

Pais: O que era importante para as pessoas que o criaram? Classe social.

Matéria preferida na escola?

Salário

Amigos: Como as pessoas o veem, mora com quem? Briga com quem? Passa tempo com quem? Quer fazer companhia a… Quem depende dele? O que ele admira nos outros?

Espiritualidade

Visão geral da vida: O personagem gosta de si mesmo?

O que mudaria em sua vida?

Quais são seus demônios pessoais?

Ele mente a si mesmo?

É otimista/pessimista?

Sua moralidade? Sua autoconfiança?

Como ele é percebido pelos outros?

Descreva um dia típico dele.

Sua aparência física: postura, formato do rosto, pele, voz, sua característica mais notável, roupas

Que impressão sua aparência passa para os que o rodeiam?

Autocontrole/disciplina: Ele é enraivecido por…

Entristecido por…

Seus medos?

Seus talentos?

Cor favorita

Possessões:

O que ele tem de ordinário?

O que ele tem de extraordinário?

Ambição maior na vida…

Pelo POV (ponto de vista) de outro personagem, introduza-o.

  • 1ª impressão
  • Roupas, jeito, fala;
  • Conclusões corretas.

Nas primeiras 50 páginas:

  • Identifique os personagens
  • Ganchos
  • Tom geral
  • Ambientação

Solução: FOCA NO PERSONAGEM

Mostre o personagem em um momento clássico

Dê exemplos de ATITUDE DO PERSONAGEM.

Pesquise os preconceitos que o nome do personagem carrega

Evite dar nomes a diferentes personagens com a mesma inicial

Nomes devem estar corretos historica e geograficamente

Não tenha medo de renomear os personagens, se necessário

DESCRIÇÃO DOS PERSONAGENS:

Problemas a evitar:

  1. Clichês que nada acrescentam
  2. Uso inapropriado: Não precisa ser longa, às vezes um detalhe diz mais do que parágrafos
  3. Colocação/Posição errada: A descrição deve vir cedo no romance. Você não pode dizer que fulano é loiro só na metade da história. Até lá, o leitor já deve ter formado a imagem dele, e não vai gostar de mudar a imagem que imaginou porque você não descreveu no momento certo.
  4. Ênfase inapropriada: se o personagem é importante, descreva-o bastante, se não for importante, dê uma descrição breve

Banda indie obscura da vez: Milano Sun, e algumas observações sobre escandinavos

Hora de curtir Milano Sun, uma banda indie obscura que ninguém conhece, e que vai te deixar com fama de esquisito pretensioso.

Preconceitos à parte, o som deles é interessante para quem gosta de synth pop.

Milano sun – Scandinavia

E como a banda é sueca e o nome da música é Scandinavia, eis alguns factoides sobre os escandinavos (mais especificamente, os suecos), colhidos após uma extensa pesquisa (que constituiu em conversar com meus amigos suecos, ver o vilme “Deixa Ela Entrar”, dez minutos de Google… e este clipe).

1 – Para os padrões latinos, escandinavos são “esquisitos”. Eles só falam alguma coisa quando tem algo a acrescentar. É comum ver famílias inteiras em grandes reuniões… e não ter ninguém se falando.

2 – A Suécia tem uma culinária que envolve muitos vegetais e pouca carne. O resultado? São um dos povos mais magros da Europa.

3 – Eles sofrem com a falta de sol. (Vide clipe, minha gente)

4 – Eles são socialistas. O governo impõe regras para tudo. Os pais não podem dar palmadas em seus filhos, os paparazzis não podem tirar fotos sem consentimento dos famosos (lá, é assédio)…

5 – Sabe a rivalidade paulistas/cariocas? Rola uma coisa parecida entre suecos e noruegueses. Os suecos são sérios/workaholics e os noruegueses os beberróes/falastrões.

WRITE MIDDLE

Comece o seu romance pelo meio: Um resumo de “Write your novel from the middle” + Download

Como escritora aspirante, estou publicando resumos de livros manuais sobre a escrita, porque:

1 – Eu não confio totalmente em armazenmentos na nuvem, como OneDrive ou Google Drive. Já recebi facadas nas cotas destes dois serviços, e não vou arriscar minhas preciosas anotações nelas de novo;

2- Eu sou preguiçosa demais para mandar estas anotações para o meu próprio email;

3- Assim eu posso ajudar outros aspirantes a escritores, já que a maioria do material disponível está em inglês.

4- Aqui tem link pra download! Eu sei, você sabe, pode me chamar de linda e maravilhosa, porque aqui eu boto link pra download sem vergonha nenhuma!

PARA BAIXAR O LIVRO, CLIQUE NA CAPA ABAIXO:

(Senha: amanda)

RESUMO DO LIVRO:

É no meio do romance que há o momento em que se mostra do que a história se trata.

No meio, o personagem principal deve enfrentar algum tipo de morte (pode ser mais de uma).

Tipos de morte: física

profissional

psicológica (morte interior)

Estrutura do romance (Os dois pilares):

Começo: Mostre a situação… E quem são as personagens principais? Deve ocupar, no máximo, o primeiro quinto do romance.

Pilar #1: Ponto sem retorno – Não há como voltar ao Velho Mundo.

O MEIO: segundo ato. Mais ação.

Pilar #2: Ponto sem retorno – Possibilita a batalha final.

Parte 1:

Vale a pena seguir o protagonista?

Quais são as potenciais mortes?

Há uma cena que força um confrontamento do segundo ato? (antes do primeiro quinto acabar?)

Parte 2:

Termina com pista, descoberta ou set-back (derrota, volta à estaca zero).

Você criou a grande crise a superar?

Pista/descoberta que possibilita uma solução?

O MEIO: “Olhada no espelho”. Não é uma cena. É um momento dentro de uma cena.

TIPO DE ENREDO: Foque em…

Enredo psicológico: que tipo de pessoa você é? Você vai mudar ao longo da história?

Enredo de ação: riscos contra o protagonista

PERSONAGEM AÇÃO
Quem é o protagonista no meio da história? Como o protagonista descobre que pode “morrer”?
O que ela tem que ser no final? Que forças estão contra ele?
O QUÃO CRÍTICO É ISSO NA VIDA DELA?

Psicologia pré-história -> Olhada no espelho ->Transformação

Para demonstrar a transformação final:

Precisa não só de autodescoberta, mas sim de ações para ser convincente

1 parágrafo de autodescoberta

Faça um brainstorm de ações que provem a mudança

Dê preferência a uma só grande ação

MÉTODOS:

  1. O PLANEJADOR: Crie cartões com cenas que estão no romance.

Cena 1: Perturbação inicial no Velho Mundo do protagonista

Cena 2: Afeto: alguém de que o protagonista gosta. Vem cedo na história.

Cena 3: Argumento/resistência contra a transformação que o protagonista sofrerá.

Cena 4: Encrenca chegando. Podem até se aquietar, mas a encrenca maior se insinua.

Cena 5: Ponto sem volta 1

Cena 6: Chute na canela: O protagonista tenta resolver o problema, mas sofre um revés enorme

Cena 7: Olhada no espelho

Cena 8 Acaricie o cachorro Mesmo com problemas, o protagonista para para ajudar quem precisa

Cena 9: Ponto sem volta 2

Cena 10: Forças opostas/do vilão se somando

Cena 11: Apagão: A parte mais sombria, parece que tudo está perdido

Cena 12: O fator Q: Empurrão emocional que faz o protagonista lutar ou fazer a escolha certa, ao se lembrar de algo de impacto emocional no ato I ou ouvir um discurso inpirador. Era nessa hora que o James Bond usava sua parafernália.

Cena 13: Batalha final: exterior ou interior (íntimo)

Cena 14: Transformação: Confirma a transformação do protagonista

  1. O VAGABUNDO

Comece a escrever

Brinque

Monte as personagens

Chegue às 10 mil palavras

Depois, pergunte-se:

Quem é o seu protagonista? E o seu problema?

Qual é o fundo/explicação/passado dele?

Quer um final feliz? Como ela superará sua falha e se transformará? Como será esta cena?

Quer um final triste? Mostre a ela a chance de se transformar e o momento em que ela o rejeita.

Desenha um “olhada no espelho”

Escreva 2 ou3 páginas de pensamento dela.

  1. INTERMEDIÁRIO

Delimite o romance em duas cenas: olhada no espelho e transformação.

  1. ESCRITOR COM FOCO NO PERSONAGEM

Foca na transformação

Final com prova visual da transformação

  1. Escrevendo por tema

Verdade/tema/moral da história

Qual personagem vai provar isso?

Olhada no espelho

Cenário

Espelho -> transformação -> vitória -> pré-história

DICAS:

Se houver mais POVs (pontos de vistas), há um triângulo/arco de transformação para cada.

Escreva suas ideias. Tudo o que lhe vier à cabeça.

Resuma o livro em 3 frases:

1ª frase: Nome, vocação e situação inicial do seu protagonista

2ª frase: Quando + conflito principal

3ª frase: Agora + a morte ataca, ele terá que fazer isso para superar aquilo.

Você tem que:

1 ESCREVER

2 TERMINAR O QUE ESCREVEU

Toda cena precisa ter: Objetivo, obstáculo e um resultado

TER VOZ É TER ALEGRIA DE ESCREVER.

Só faça os seus personagens dizerem algo que acrescente. Evite fazê-los dizer algo que o locutor e o interlocutor já sabem, como “mas você é a minha irmã!”.

Monólogos internos devem ser relevantes e críveis.

Se a infor mação não parece relevante, transforme-a em diálogo.

Ou insira outro personagem/POV que dà ao protagonista uma razão para pensar no que você vai expor. (Desde que a cena acrescente alguma coisa!)

CARACTERÍSTICAS DO ROMANCE VICIANTE:

Alguém tentando encontrar seu lugar no mundo

Conflito começa na primeira página

Imprevisibilidade

Vilão malvado, porém charmoso

Simpatia pelo vilão

Espiral de conflitos

Triângulo amoroso

Estilo não deve atrapalhar a narrativa

Ritmo acelerado com um nó apertado (a pressão do tempo, risco de morte)

Honra

Um fim ressonante, sem anticlímax

Leia (em inglês) o blog do autor sobre mistérios e suspense.

mosqueteiros

Os três mosqueteiros: uma resenha inusitada

Como muita gente, viuma promoção do Submarino que vendia uma caixinha de clássicos da Zahar por metade do preço. Como todo viciado em livros com sangue nas veias, me endividei. E li todos os clássicos ao longo de 2014, o último sendo “Os Três Mosqueteiros”.

Os Três Mosqueteiros, de Alexandre Dumas. Editora: Zahar.

Os Três Mosqueteiros, de Alexandre Dumas. Editora: Zahar.

Considerações iniciais:

Lembra que em “O homem da Máscara de Ferro” apareciam os três mosqueteiros? Pois é, faz parte do terceiro e último livro da série.

Outra consideração relevante aos leitores modernos: os personagens não passam no “teste do politicamente correto”. Eles são violentos, e bem estúpidos. Brigam até a morte por qualquer besteira. Bebem demais e se perdem por causa de um rabo de saia.

Por outro lado, isto ajuda a tornar os personagens mais interessantes. POr que, em nenhum momento, dumas tenta validar os erros de seus personagens. Pelo contrário: nós os vemos nus, sem justificações de nenhuma espécie. Eles são o que são e com o tempo aprendemos a apreciá-los como produto de seu contexto histórico machista e absolutista.

Acompanhamos D’Artagnan, um jovem francês que vai a Paris ser um mosqueteiro. Ele é ingênuo, valente e vai amadurecendo ao longo do romance. Em Paris, conhece os três mosqueteiros:

Aramis: Religioso, tenta seguir os princípios de sua fé mesmo em uma profissão cercada de mulherengos e beberrões por todos os lados.

Athos: Com um espírito de liderança afiadíssimo, tenta pagar de misterioso, mas tem um passado que condena.

Porthos: Escandaloso, mulherengo e bonito. Engraçado e gente boa. Gosta de se gabar de sua fortuna. Levemente arrogante.

O tom da obra é diferente para os olhos modernos. A história mostra conspirações políticas, assassinatos, conflitos de guerra, mortes de inocentes… tudo isso com uma vibe engraçada de Sessão da Tarde. Pode?

O Dumas pode!

Resenha: Os indomáveis, 2007 (+ Download)

Os indomaveis 01

Título: Os indomáveis
Ano: 2007
Diretor: James Mangold
Estrelado por: Russel Crowe e Christian Bale

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Hoje estou pouquíssimo inspirada para escrever, o que significa que hoje vou me comunicar por meio de clichês e frases prontas.
Este é um remake desconhecidíssimo do clássico faroeste (ou western, para os íntimos) homônimo de 1957. E como é remake, as pessoas reagem a ele de três formas:
• O original é melhor! (sempre)
• Ah, a “versão velha” é muito chata!
• … E há os imparciais.

E como imparcial que tentei ser, aqui vão vantagens do filme:
• Os aspectos técnicos. Direção fantástica, fotografia fantástica, edição de som, cinematografia…
• Ele mistura um ar de thriller/suspense com cenas de ação… no duro ambiente do Velho Oeste;
• As atuações de Russell Crowe e Christian Bale são muito boas;
• O ritmo cresce de um jeito bem mais interessante.

Eu gostei mais do remake. As duas versões são boas à sua maneira.

Mas, no entanto, há quem diga que o filme não é um remake, mas sim uma outra versão de um conto homônimo publicado na revista Dime Western Magazine em 1953.

Conto 3:10 to Yuma, publicado na revista Western Dime

Conto 3:10 to Yuma, publicado na revista Dime Western

Logo, os dois filmes seriam versões diferentes desse mesmo conto.

O começo do filme é lento, porque a direção é muito calma, quase não há trilha sonora nos primeiros minutos.
Nele conhecemos Dan Evans (Christian Bale), um fazendeiro quebrado que perderá suas terras se não pagar uma dívida:

Christian Bale, o mocinho.

Christian Bale, o mocinho.

E Ben Wade (Russell Crowe) é um líder de uma trupe de bandidos, procurado vivo ou morto, assaltante de carroças que carregam os cofres de bancos (imagine como o transporte de valores era na época).

Ben Wade, o "bandido".

Ben Wade, o “bandido”.

Mas ele não é só um bandido simplório a la “matei dezessete, não custa nada matar mais um”. Wade foge da cadeia quando quer, é tão inteligente que sabe manipular os outros até quando sabem que estão sendo manipulados e se mete em confusão por pura diversão. Imagine o narrador da Sessão da Tarde falando desse moço.
Resumindo para não dar muito spoilers, o chefe dos bandidos é capturado. Mas não há homens armados suficientes para levá-lo preso. E aí quem se oferece para ajudar a levar o psicopata para o xilindró? Dan Evans, nosso mocinho Christian Bale, que mal tem uma vaquinha pra alimentar a família e vê uma oportunidade de ganhar dinheiro e zerar suas dívidas.

Mas a tarefa não será fácil, porque o Wade é macaco velho e sua gangue quer resgatá-lo, mesmo que a liderança e a fidelidade dele com seus homens tenha visto dias melhores, o que, aliás, é mostrado de um jeito bastante sutil no filme. (Aliás, eu adoro quando coisas assim são reveladas assim beeem sutilmente pela atuação. Acho muito novela mexicana deixar tudo a entender através de diálogos.)

Mas há algumas coisas que precisam ser perdoadas no filme. Por várias vezes, você se pergunta “Ué, mas porque eles não fizeram isso? Esse filme não é realista, ninguém faria isso na vida real!”, e é aí que temos que lembrar que os personagens estão em estresse. E gente estressada faz merda. Relevemos.
E estresse é o que não falta no filme. É suspense do começo ao fim (eu avisei que este post ia ficar uma merda). E o final é bastante original. Assista se você não viu a versão dos anos 50, ou viu mas sabe apreciar o filme pelo que é, porque se vê-lo com o original na cabeça, vai achar que este “remake” é esmagado pelo excesso de ambição.

lucy

The trouble with Lucy, um drama bem viciante do tipo “ladra-de-marido”

Título: The Trouble with Lucy

Autor: Carol Marinelli

Editora: Tule Publishing

Aonde comprar: Amazon

 

 

Rivalidade feminina é uma coisa besta na realidade, mas deliciosa na ficção.

Eu estava procurando uma leitura boba e superficial. Achei que o NetGalley era o lugar ideal, então fui lá e achei este pdf sobre duas mulheres, uma das quais roubou o marido da outra. Mas até que o livro me surpreendeu bastante. Ele traz reflexões bem honestas e não-moralistas sobre casamento, infidelidade e personagens mais desenvolvidos do que os de muitos best sellers que existem por aí.

Ele conta a história de Eleanor e Lucy. Eleanor é a ex-corna em questão e Lucy é a vagaba manipuladora que se orgulha de coisas muito importantes, como morar em uma mansão e ser naturalmente loira que, aliás, ela não é.

Ah, e Lucy, que a gente não odeia, também teve um passado difícil com uma mãe alcoólatra e negligente. Não havia comida em casa e ela aprendeu muito cedo a ir ao supermercado, lavar roupas e enxugar asi própria quando fazia xixi na cama (!). E como ela escapou de uma situação tão difícil?

(  ) Estudou e trabalhou

(  ) Fugiu de casa

(  ) Trabalhou

(X) Arranjou um emprego, até que casou com o chefe (que já era casado) e começou uma estelar carreira como ladra de maridos

E é por causa de seu status como destruidora de lares, Lucy é a ovelha negra da família, mesmo que alguns da família a criticam não tenham muito respaldo no quesito “fidelidade conjugal”. Ah, e o marido chifreiro, aquele que devia mais fidelidade à sua família, foi absolvido. Essas hipocrisias, o excesso de slut-shaming e as dificuldades que Lucy passa, nos faz gostar dela. Apesar de tudo.

Então, eu esperava que Lucy pagasse o karma dela, mas nem tanto.

 

E que Eleanor, a esposa traída, sambasse na cara da sociedade.

 

Ah, e briga de mulher.

 

Ou pelo menos um tapa na cara, né?

 

Mas não. Nada de briga, nem tapa na cara, nada que satisfizesse minha sede por algo… estúpido. Eleanor, a ex-corna, foi muito digna. E Lucy, a “vadia” oficial pagou sua dívida com a sociedade…

Mas não sem dar uns pegas em mais homens proibidos antes (e deixar todo mundo com raiva HAHAHAHAHAHA). Ela enfrenta também uma leve depressão, o que é retratado com muita acurácia no livro.

E no final, sempre há aqueles ensinamentos morais, as pessoas aprendem com seus erros e esse blablabla todo. Mas o que mais me surpreendeu foram as reflexões sobre fidelidade no casamento: a destrudora de lares é culpada mas não é a única, o marido era o que devia fidelidade a todos e é o que mais recebe perdões e a esposa não tem culpa por ter sido traída, mas sim por prolongar um casamento infeliz e indigno com uma pessoa que a deixava miserável.

E é bem viciante. Não é o que todo mundo quer?