Eu não odiei On the road

On The Road: Walter Salles mostra que é fodão e que não compromete sua visão artística por causa de um bando de beatniks chatos.

Sal é um cara gente como a gente que demora 300 anos para terminar um livro do Proust e se deixa seduzir de um jeito não-gay por um amigo lindo, gostoso, sedutor, Brad Pitt, nham-nham-nham, ladrão de carros, carismático, maconheiro, bom de cama. O que se segue é um road movie com drogas, sexo e uma festas de jazz bem animadas (por favor, alguém me convide para uma joça assim, se ouvir falar de uma), ao lado da amante adolescente do amigo-gostosão e de um poeta pretensioso semisuicida que precisava seriamente lavar algumas louças.

Depois do que o narrador de Sessão da Tarde chamaria de altas loucuras e muitas curtições num clima de maior azaração, nosso carinha legal descobre que o seu amigo-gostosão nada mais é do que um daqueles malas charmosos que, apesar de te fazer apaixonar nas primeiras 48h, é um psicopata.

O final é triste, bem Walter Salles, que me fez chorar com Central e Abril Despedaçado. Neste filme, também pensei no orgulho (besta) patriota que era ter um diretor brazuca mandando na menina do Crepúsculo, no gostosinho de Tron e na Kirsten Dunst. :p

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Autor: Amanda Alexandre

Uma eterna amante das paixões humanas. Ser adulto dá medo. E é fantástico também.

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