Micro-resenha: Zoya, ou Danielle Steel pra quem não gosta de Danielle Steel (+Download)

Eu tinha um preconceito com a Danielle Steel porque achava que ela escrevia novela das 8 em forma de livro. Mas aí topei com uma sugestão de ler Zoya como “Danielle Steel pra quem não gosta de Danielle Steel”..

Quando vi que a história tratava de uma aristocrata russa, parente dos Romanov, que fugiu durante a Revolução Russa, fiquei ainda mais interessada e baixei.

zoya

E olha que resultado não foi de todo decepcionante? O enredo me prendeu bastante. Mas eis algumas observações:

1. É tragédia atrás de tragédia. Percebe-se que, em um certo ponto, a autora só fica inserida uma desgraça atrás da outra para alongar o livro ou dar a ele uma “razão de ser”. É artificial. Na segunda metade do livro, você já saca como a dinâmica funciona e já fica se perguntando qual é a próxima merda que vai acontecer…

E até que é divertido. Às vezes.

 

2. Certos aspectos da cultura russa são trabalhados de um jeito bem sutil. A Danielle capturou bem minúcias da cultura russa. A religião, os costumes, os relacionamentos… Como os homens são românticos, tem o costume de entregar flores e presentes (lá, entregar flores no primeiro encontro é a regra), são super cavalheiros… Como as mulheres se acham velhas a partir dos 30 anos, já esperam ter que parar de trabalhar quando constituem família (mesmo contra a vontade) e são muito batalhadoras.

 

3. A Danielle Steel arrasou na pesquisa – talvez até demais. Ela fez uma pesquisa bem minuciosa sobre acontecimentos que marcaram época e os inseriu na história. Zoya, a protagonista, foi uma contemporânea de Coco Chanel, Lisa Schiaparelli, dos Kennedy, Henry Ford, do lançamento de voos transatlânticos ou de carros revolucionários, e é interessante ver estes elementos entrelaçados com a história.

O único problema é que nem sempre esta pesquisa é bem contextualizada. Muitas inserções parecem inúteis e servem somente para não desperdiçar o trabalho que a autora fez ao levantar as informações. É mais ou menos assim:

“No mesmo ano que aconteceu isso com os nossos personagens, foi lançado tal produto ou presidente fulano de tal foi morto.”

Pra quê isso tudo, minha gente?

 

4. E os personagens são muito, muito rasos. Não nos enganemos. Danielle Steel continua Danielle Steel e tem todos os personagens unidimensionais, as motivações bobas, e parece que um personagem sai de um estado psicológico A para um estado psicológico B em um piscar de olhos.

 

5. A protagonista é muito bonita, então é claro que todos os homens solteiros se apaixonam por ela e todas as mulheres tem-lhe inveja. A não ser, é claro, que a outra mulher em questão seja mais velha. Aí não rola inveja por que as duas não competem pelo mesmo mercado.

 

Veredicto: Danielle Steel tem escrita muito pobre, mas é divertida, serve como um guilty pleasure… para quem não conhece Sidney Sheldon.

Tá curioso? Eis o link do download:

Download

 

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Autor: Amanda Alexandre

Uma eterna amante das paixões humanas. Ser adulto dá medo. E é fantástico também.

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