The trouble with Lucy, um drama bem viciante do tipo “ladra-de-marido”

Título: The Trouble with Lucy

Autor: Carol Marinelli

Editora: Tule Publishing

Aonde comprar: Amazon

Rivalidade feminina é uma coisa besta na realidade, mas deliciosa na ficção.

Eu estava procurando uma leitura boba e superficial. Achei que o NetGalley era o lugar ideal, então fui lá e achei este pdf sobre duas mulheres, uma das quais roubou o marido da outra. Mas até que o livro me surpreendeu bastante. Ele traz reflexões bem honestas e não-moralistas sobre casamento, infidelidade e personagens mais desenvolvidos do que os de muitos best sellers que existem por aí.

Ele conta a história de Eleanor e Lucy. Eleanor é a ex-corna em questão e Lucy é a vagaba manipuladora que se orgulha de coisas muito importantes, como morar em uma mansão e ser naturalmente loira que, aliás, ela não é.

Ah, e Lucy, que a gente não odeia, também teve um passado difícil com uma mãe alcoólatra e negligente. Não havia comida em casa e ela aprendeu muito cedo a ir ao supermercado, lavar roupas e enxugar a si própria quando fazia xixi na cama (!). E como ela escapou de uma situação tão difícil?

(  ) Estudou e trabalhou

(  ) Fugiu de casa

(  ) Trabalhou

(X) Arranjou um emprego, até que casou com o chefe (que já era casado) e começou uma estelar carreira como ladra de maridos

E é por causa de seu status como destruidora de lares, Lucy é a ovelha negra da família, mesmo que alguns da família a criticam não tenham muito respaldo no quesito “fidelidade conjugal”. Ah, e o marido chifreiro, aquele que devia mais fidelidade à sua família, foi absolvido. Essas hipocrisias, o excesso de slut-shaming e as dificuldades que Lucy passa, nos faz gostar dela. Apesar de tudo.

Então, eu esperava que Lucy pagasse o karma dela, mas nem tanto.

E que Eleanor, a esposa traída, sambasse na cara da sociedade.

Ah, e briga de mulher.

Ou pelo menos um tapa na cara, né?

Mas não. Nada de briga, nem tapa na cara, nada que satisfizesse minha sede por algo… estúpido. Eleanor, a ex-corna, foi muito digna. E Lucy, a “vadia” oficial pagou sua dívida com a sociedade…

Mas não sem dar uns pegas em mais homens proibidos antes (e deixar todo mundo com raiva HAHAHAHAHAHA). Ela enfrenta também uma leve depressão, o que é retratado com muita acurácia no livro.

E no final, sempre há aqueles ensinamentos morais, as pessoas aprendem com seus erros e esse blablabla todo. Mas o que mais me surpreendeu foram as reflexões sobre fidelidade no casamento: a destrudora de lares é culpada mas não é a única, o marido era o que devia fidelidade a todos e é o que mais recebe perdões e a esposa não tem culpa por ter sido traída, mas sim por prolongar um casamento infeliz e indigno com uma pessoa que a deixava miserável.

E é bem viciante. Não é o que todo mundo quer?

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Autor: Amanda Alexandre

Uma eterna amante das paixões humanas. Ser adulto dá medo. E é fantástico também.

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