Os três mosqueteiros: uma resenha inusitada

Um clássico de leitura surpreendentemente rápida, com personagens engraçados e um tom que mistura violência com Sessão da Tarde.

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Como muita gente, viuma promoção do Submarino que vendia uma caixinha de clássicos da Zahar por metade do preço. Como todo viciado em livros com sangue nas veias, me endividei. E li todos os clássicos ao longo de 2014, o último sendo “Os Três Mosqueteiros”.

Os Três Mosqueteiros, de Alexandre Dumas. Editora: Zahar.
Os Três Mosqueteiros, de Alexandre Dumas. Editora: Zahar.

Considerações iniciais:

Lembra que em “O homem da Máscara de Ferro” apareciam os três mosqueteiros? Pois é, faz parte do terceiro e último livro da série.

Outra consideração relevante aos leitores modernos: os personagens não passam no “teste do politicamente correto”. Eles são violentos, e bem estúpidos. Brigam até a morte por qualquer besteira. Bebem demais e se perdem por causa de um rabo de saia.

Por outro lado, isto ajuda a tornar os personagens mais interessantes. POr que, em nenhum momento, dumas tenta validar os erros de seus personagens. Pelo contrário: nós os vemos nus, sem justificações de nenhuma espécie. Eles são o que são e com o tempo aprendemos a apreciá-los como produto de seu contexto histórico machista e absolutista.

Acompanhamos D’Artagnan, um jovem francês que vai a Paris ser um mosqueteiro. Ele é ingênuo, valente e vai amadurecendo ao longo do romance. Em Paris, conhece os três mosqueteiros:

Aramis: Religioso, tenta seguir os princípios de sua fé mesmo em uma profissão cercada de mulherengos e beberrões por todos os lados.

Athos: Com um espírito de liderança afiadíssimo, tenta pagar de misterioso, mas tem um passado que condena.

Porthos: Escandaloso, mulherengo e bonito. Engraçado e gente boa. Gosta de se gabar de sua fortuna. Levemente arrogante.

O tom da obra é diferente para os olhos modernos. A história mostra conspirações políticas, assassinatos, conflitos de guerra, mortes de inocentes… tudo isso com uma vibe engraçada de Sessão da Tarde. Pode?

O Dumas pode!

Autor: Amanda Alexandre

Uma eterna amante das paixões humanas. Ser adulto dá medo. E é fantástico também.

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