Star Wars e algumas observações bobocas – Parte II

Como havia dito no post anterior, decidi assistir Star Wars começando com a nova trilogia e depois indo para a velha, seguindo uma ordem cronológica. Péssima decisão, talvez, mas eu queria ir do menos foda para o mais foda, então como a trilogia nova é inferior, consegui seguir a ordem crescente de “fodisse” (seja lá como isso seja escrito).

E aqui vão as minhas observações.

Só uma coisa engraçadinha que achei na Internet.
  • O R2D2 é mil vezes mais fofinho na trilogia original. George Lucas tinha que colocar um amigo robô gay pra traduzir o que ele dizia, mas os meus olhos só existem para o  meu R2. Nele, muito me lembra o Pikachu: é leal, corajoso, otimista, faz sons engraçadinhos, é ultrabonitinho e dá vontade de passar numa loja pra comprar um em miniatura.
Sim, eu comparei o R2 com o Pikachu. Agora, me mata.
  • A trilogia original usa a fórmula aventura + comédia romântica + humor +violência light. Em um filme moderno, seria apenas mais do mesmo, mas lembre-se: George Lucas, juntamente com outros diretores como o Spielberg, estavam amadurecendo o gênero naquela geração, então não se pode censurá-los por usar uma fórmula que eles quase criaram.
  • O Darth Vader seria sexy se não fosse aquela máscara de besouro: ele é mais velho, experiente, se veste de preto, tem um traje que lhe confere mais de 2m de altura, e gostamos de imaginar que ele tem uma voz ultramáscula por detrás daquele respirador artificial. Além disso é mau, tem poder, pega o que quiser sem pedir licença e luta bem pra caramba, sem falar das habilidades com longos objetos cilíndricos a espada Jedi. Mas vamos pular esta última parte que eu sou moça de família.
Darth Vader e seu filho. Sim, eu sou sacana.
  • Fanboy é uma raça engraçada. Star Wars está cheia de erros científicos (um exemplo é a aplicação, digamos, esdrúxula, da força gravitacional), mas para os fãs tudo está ok. Estes são os mesmos que criticam o filme Os Vingadores porque o Hulk usa o cotovelo esquerdo em vez do direito, ou que não gostam de Homem Aranha porque mudaram a namorada dele.
  • Confirmei algo que eu já sabia: efeitos especiais antigos (leia-se: nada que seja CGI) demoram muuuito para ficarem datados. Fruto da tecnologia que cresce a um ritmo cada vez mais rápido, ou do prazo de obsolência cada vez menor, bla bla blá? Eu acho que não. A trilogia foi lançada em 1977, e hoje as únicas coisas que achei mal-feitas nele foram a caracterização dos alienígenas e uma ou outra explosão, enquanto uma dezena de filmes feitos há 5 ou 10 anos atrás já tem 80% dos seus efeitos indo para o lixo.
  • Star Wars acabou em samba. De alguma forma, os produtores achavam que um povo primitivo de um planeta não desenvolvido tocavam algo parecido com samba. (Nada muito lisonjeiro.) Ainda não acredita? Pois olhe o vídeo abaixo a partir do primeiro minuto:

Como você viu, incluíram o Anakin-canastrão no final reeditado (deveriam ter incluído também o Qui-Gon), o que nos ensina uma lição: Filme bastantes takes de seus personagens felizes para a cena final, e poderá fazer um reedit para um possível relançamento em DVD décadas depois.

George Lucas, você ganhou o meu respeito.

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Estragando vários filmes em uma imagem

Spoilers, spoiler,s spoilers
Spoilers, spoiler,s spoilers

O site Threadless criou esta camiseta bacana com os finais de vários filmes e séries. Os que eu mais gostei foram os de Planeta dos Macacos (o filme original) e, óbvio, Clube da Luta.

Se você é como eu e não sabe como descobrir todos sozinha, clique aqui.

Guia de cinema para idiotas

Imagem

Aprenda a diferir o que é ruim do que você não gosta.

O filme tem alguma parte que você considera desnecessária? Em 80% dos casos, é porque ele está mostrando uma metáfora/referência/gatilho que você não entende!

Achou o trailer foda e quando viu o filme se decepcionou? Então olha pros lados, reconhece que vive no planeta Terra do século XXI e pára de escolher filme pelo trailer, que isso é coisa de gente terrivelmente ingênua. Confie em mim, vai te economizar uns reais.

Alguns filmes vão além de explosões, chutes, sexo e piadas. Supere isso.

Às meninas: Não despreze um filme romântico só porque ao final do filme você não quer fantasiar secretamente que é a mocinha.

Aos meninos: Não despreze um filme de ação só porque ao final do filme você não quer fantasiar secretamente que é o machão da história.

Conheça os diretores (e alguns produtores) pelo nome. Assim, você sabe (mais ou menos) como vai ser um filme antes mesmo de assisti-lo, só pelo nome do diretor.

Como escolher filmes? Há uma série de truques. Comece pelos diretores. Segundo, produtores (mas é meio difícil conhecer todos). Depois, roteiristas (apenas aqueles conhecidos pela sua excelência). Alguns diretores, como Woody Allen e Alexander Payne, também escrevem. Por último, alguns atores, (os poucos que sabem escolher bem seus roteiros). A não ser que você seja fã do cara. Aí, é outra história.

Nenhum dos profissionais acima te darão satisfação garantida. Por mais que você confie no trabalho de fulano ou siclano, você pode se surpreender. E atenção: não quero determinar que você deve gostar de fulano e desprezar siclano, só saiba indentificar quem são os profissionais que produzem filmes que fazem o seu tipo.

A interpretação de um ator vai além de diálogos. É simples, mas pouca gente se dá conta disso.

Se todo o roteiro de um filme se resume a descobrir quem é o bandido no final, acredite, o roteirista é fraco. Roteirista bom faz o seguinte: acrescenta paralelamente ao mistério do quem-matou-quem algum drama pessoal, com algum ator que preste. Essa é a malandragem.

SE VOCÊ DISCORDA DE TODAS AS AFIRMAÇÕES ANTERIORES, vai assistir Velozes e Furiosos e não enche o saco.

Os homens de Game of Thrones

Atenção, amigas: Este post tem o Selo de Qualidade Piriguete Approves.

EDDARD STARK: Quando vi, pensei: “Esse, eu pegava.” Afinal, o coroa é bonito, conservado e tem aquele jeitão sério (e sexy) de quem já aprendeu muito na vida. Mas o cara, além de casado, é tão metido a certinho que broxa qualquer uma. Além disso, deixou a esposa sozinha pra ser a Mão do Rei, o que significa que coloca o trabalho na frente do relacionamento. Esse eu não quero.

JON SNOW: De cabelo comprido, rostinho guti-guti e barba de mancebo, Jon já nasceu sofrendo de complexo de bastardo. Foi ao exílio e, com a educação nobre que teve, ganhou o título de Bofe Mais Top da Muralha, mas ainda vive angustiado. Meu ombro amigo está à disposição. (Esse é pra casar, mas bofe da Muralha jura celibato. Buá.)

JAIME LANNISTER: Lindo, loiro e metido. Sim, ele é consciente de cada pingo de gostosura de seu corpo malhado (cortar gargantas deve emagrecer). “As mina pira” quando ele passa. Ah, e ele não vale nada. Então meu conselho de amiga é: Se for pra pegar, pegue, mas sai correndo depois e não conta pra ninguém, senão a rainha malvada descobre, fica com ciúmes e você já era.

TYRION LANNISTER: É, ele é anão. Mas também é inteligente, irônico, sagaz e tem língua afiada. Ou seja, tinha tudo pra ser minha alma gêmea. Mas, além de viciado em vinho e prostitutas, o cara vem de uma família orgulhosa e eu sou plebeia. E como não quero contrariar uma família que faz a máfia italiana parecer um bando de bichinhas, o jeito é esquecer o casamento.

PS: Este post foi feito ainda na época da primeira temporada.

Star Wars e algumas observações bobocas – Parte I

Férias de pobre é ver DVD. Pelo menos os meus são originais, emprestados do bofe num ato poético de chantagem emocional. E lá vou eu, enfileirar as trilogias Star Wars enquanto os privilegiados passeiam por Paris ou Copacabana. É a vida.

Comecei pela série nova, mesmo sabendo que teria um feeling diferente de quem assistiu a série lá nos anos 70. E as impressões iniciais são as seguintes:

Mestre Jedi. Eu quero.
  • Não dá pra ignorar o Liam Neeson. Ele é alto, gato, tem um ar de coroa charmoso, uma voz linda e ainda o colocam pra ser o mestre Jedi perto do insosso do Ewan MacGregor e daquele pirralho canastrão (não vale  a pesquisa no Google, nunca mais apareceu em filme algum). Sem falar das habilidades inerentes a um mestre Jedi: habilidades físicas indescritíves (ui) e fazer quase mágica com um objeto cilíndrido (uiuiui).
  • O pirralho que interpreta o Anakin Skywalker, cujo nome eu me recuso a saber, estragou toda a nova trilogia. Era pra sentir empatia? Não senti. Era pra sentir antipatia? Nem isso! Só dá vontade de apontar o dedo, chamar de canastrão e gritar: por-favor-saia-desta-trilogia.
  • Os cabelos melhoram muito no terceiro filme. Abaixo observe que aquele visual trancinha Padawan da esquerda não dá. Á direita, temos visuais amadurecidos, mais apropriados para mestres Jedis e rebeldes da Força.
Matriz cabelo por filme x personagem.
  • Quantas vezes eu vi um cavaleiro Jedi pendurado à beira de um precipício em 3 filmes? Milhares. Cansou mais do que ver espaçonaves explodindo. Uma referência à cena final da trilogia original? Pode ser. Mesmo assim não gostei.
  • Mestre Yoda lutando parece um macaquinho a pular.
  • Alguém me explica por que diabos colocaram a raça do Chewbacca pra correr engraçado nesta trilogia nova. Na original, pelo menos o Chewbacca consegue se locomover sem parecer uma caricatura de biba pulando Carnaval.
  • Ainda bem que não nasci rainha de planeta extraterrestre. Imagine só ter que lidar com tensões políticas e militares intergalácticos sob toneladas de arranjos na cabeça e pó-de-arroz. Mais para a frente, ela já era senadora, poderia desfilar o corpitcho magro num modelito mais adequado.
Toalete de rainha é foda.

No geral, senti que esta trilogia nova, por ter a proposta de explicar a trajetória de um herói transformado em vilão, tem um tom mais sério, e com intrigas políticas mais complexas. Muito tempo é gasto apresentando os personagens, e eu nem preciso repetir o que achei do Anakin. E nem do Liam… ai, ai, ai.

Em breve postarei a parte 2, com as impressões sobre  a trilogia original. Pelo que sei, vai ser beeem mais divertido!